Je souhaite de tout mon coeur que
l'organisation du syndicalisme alternatif
progresse le plus possible le 19-20
février prochains.

Solidairement,
Manuel Baptista

Sobre o Sindicalismo de Base
 
Eu não sou a pessoa para fazer o historial
das diversas expressões do sindicalismo
de base, mas apenas para falar do que vi
sobretudo em relação à UNICOBAS, em particular,
a sua federação da educação.

A Unicobas provém, como outros sindicatos de
base, de lutas ocorridas nos anos 80.
Na Unicobas-Scuola encontra-se um ponto
forte de um conceito alargado de sindicalismo
libertário. Agrupa portanto não apenas docentes
mas também funcionários não-docentes e alunos.
Um sindicalismo que tem como princípios os do
anarco-sindicalismo da melhor tradição, ou seja,
sem se transformar em algo sectário.
No fundo, isto corresponde a uma atitude de
respeito para com outras correntes e tem
permitido que esta organização desempenhe
um papel dinamizador junto de organizações
comparativamente mais fortes, tal como
SUD (França) ou CGT (Espanha).
Recentemente avançou-se com a criação
da Federação de Sindicalismo Alternativo,
que tem como propósito confesso arrancar
a hegemonia de representação dos trabalhadores
europeus à CES (Confederação Europeia Sindical)
dominada pelas tendências reformistas do
chamado "sindicalismo de acompanhamento"
ou seja dos pactos sociais, das cedências
atrás de cedências ao patronato.
Como todas as confederações que fazem parte dos
encontros de Sindicalismo Alternativo não se
encontram prontas ou de acordo em aceitar a
formação de algo com o nome "federação", apenas
se tem avançado o processo no ramo da educação.
Neste processo, participam franceses (alguns
sindicatos SUD - educação), italianos (Unicobas
e um sindicato de estudantes), suiços italianos
(um sindicato independente de estudantes),
alunos e docentes eslovenos e a CGT ensegnanza.

Já foram dados passos administrativos concretos
para ver reconhecido, junto da OIT (Organização
Internacional do Trabalho) uma agência das
Nações Unidas, o seu estatuto de entidade
sindical ao nível europeu.
No próximo dia 19 e 20 de Fevereiro haverá em
Roma uma reunião para se avançar com os estatutos
provisórios da organização.
Uma característica desta é que pretende representar
e defender os trabalhadores de todo o espaço da
UE, sendo portanto viável a adesão de grupos de
indivíduos que -estando em sindicatos que aderem
à CES- não se reconheçam nesta e expressamente
o declarem.
Veremos o que esta organização sindical federal
poderá oferecer como instrumento de luta, pois
afinal é disso que se trata: congregar esforços
para combater eficazmente o neo-liberalismo
e o capital corporativo, assim como as derivas
autoritárias dos estados.
Em particular, no que toca à "Constituição"
Europeia, o IVº encontro de Milão do Sindicalismo
Alternativo apelou a uma enérgica campanha
de desmascaramento.
Neste momento, é a CGT-E que tem feito uma campanha
mais acesa pois o referendo está marcado para dia
20 de Fevereiro próximo.
Um ponto alto de luta comum trans-fronteiras
será o 1º de Maio em que os sindicatos de
base de vários países europeus irão desfilar
autonomamente e com acções de rua criativas,
juntando-se diversos movimentos sociais de base
para dar força à ideia de que o sindicalismo
CONSISTE na luta dos precários, dos oprimidos,
dos marginalizados por esta sociedade.