ACÇÃO DIRECTA EM PROTESTO CONTRA ENCERRAMENTO DA ESCOL A SECUNDÁRIA D. JOÃO DE CASTRO (LISBOA)

Colectivo Português da FESAL-E - Federação Europeia de
Sindicalismo Alternativo - Educação
fesal-portugal@hotmail.com

Comunicado Nº7
Solidariedade actuante com a comunidade escolar da Esc.
Sec. D. João de Castro e com todas as escolas ameaçadas
de encerramento!

Alunos, professores, funcionários não docentes e
encarregados de educação, manifestaram-se hoje de manhã
frente aos portões, fechados a cadeado durante duas horas,
da Escola Secundária D. João de Castro, por iniciativa de um
grupo de alunos auto-organizado e em cumprimento da decisão
tomada em Reunião Geral de Alunos na Terça feira passada.
A Escola tem sido sucessivas vezes ameaçada de fecho,
perseguida administrativamente e proibida há dois anos atrás
de abrir matrículas para os 7º anos, com a consequente descida
artificial do número de seus alunos. Isto tudo para a
pseudo-legitimação do encerramento deste estabelecimento, que
se encontra situado numa zona com vistas amplas sobre o
estuário do Tejo, zona essa cobiçada pelos promotores
imobiliários para empreendimentos de luxo (condomínios e
hotéis).
O Ministério da Educação, através da DREL (Direcção Regional
de Educação de Lisboa) tem apresentado esta retirada de uma
escola do Alto de Sto. Amaro, como um processo de fusão com
a Escola Secundária Fonseca Benevides. Acontece que esta última
escola não possui condições de espaço ou de qualidade de
construção remotamente comparáveis com as da E. S. D. João de
Castro. A haver fusão, numa lógica do interesse público, ela
deveria ser concretizada no Alto de Sto. Amaro, onde está situada
a Escola D. João de Castro.
O argumento apresentado constantemente como ?justificação? para o
encerramento desta escola é o do decréscimo da população escolar
da zona, apresentado como um facto irreversível. Porém, dentro de
dez anos, devido a uma série de empreendimentos habitacionais em
larga escala (uns concluídos outros em fase de acabamento e outros
aprovados mas ainda não iniciados), estima-se que a população da
zona tenha aumentado em cerca de 22 000 pessoas, das quais 4 000
crianças e adolescentes em idade escolar. Como não vai haver lugar
nas escolas públicas, vai haver espaço para negócio dos colégios
privados. É este o fundo da questão, a criação das condições para
uma privatização e uma elitização do ensino. As escolas públicas
serão apenas para os extractos mais pobres, que não terão outras
hipóteses.
O caso desta escola de Lisboa insere-se portanto no âmbito de uma
ofensiva privatizadora brutal, em especial com os planos de
encerramento de 2 400 escolas do ensino básico por todo o país,
que irá acentuar a desertificação das zonas rurais.

A luta vai continuar!
Solidariedade actuante com a comunidade escolar da Esc. Sec. D.
João de Castro e com todas as escolas ameaçadas de encerramento!

Núcleo local de Lisboa do colectivo português da FESAL-E

http://luta-social.blogspot.com/